QUEM SOMOS

O putaobservatoriotransvestigenere.com surge como uma parceria entre a sociedade civil organizada, as universidades (públicas e privadas) e os movimentos sociais; tem como objetivo facilitar a pesquisa sobre o que vem sendo estudado dentro da temática transvestigênere e de profissionais do sexo, atento para os recortes de raça e classe, e com uma atenção especial a profissionais do sexo, que lutam pelo direito à autonomia sobre seus corpos.

O site pretende gerar um conjunto de dados sobre questões em que não há estatísticas oficiais tomadas, contextualizando e aprofundando estudos sobre a violência baseada nas desigualdades de gênero, sexualidade e raça, contribuindo, dessa forma, com um novo conjunto de dados para defender políticas e leis específicas que protejam, de forma mais efetiva, as pessoas e apoiem a advocacia e esforços legais; e equipando pessoas transvestigêneres, profissionais do sexo e ativistas com uma ferramenta concreta de denúncia à violência que sofrem ou testemunham, de forma segura e ética.

A escolha do termo transvestigênere, cunhado pela transativista Indianare Siqueira para designar “pessoas que se entendem para além de vestes, roupas ou órgãos genitais” – abrangendo travestis, transexuais, pessoas não-binárias, incluindo também a bicha afeminada e a sapatão caminhoneira – se deu porque acreditamos na potência transgressiva dessa palavra, que denuncia a urgente necessidade de reconstruirmos conceitos, causarmos disrupturas nos processos subjetivos, e registrarmos a potência dos atravessamentos que se dão com a interseção dessas temáticas.

Este site brota como contrapartida a apoios oferecidos à existência do projeto “Casa Nem”; e tem como foco reunir e sistematizar as estatísticas oficiais sobre a violência contra transvestigêneres e profissionais do sexo;

    • analisar e produzir relatórios a partir de dados acadêmicos e populares;

 

    • elaborar e coordenar projetos de pesquisa sobre políticas de prevenção e de combate à violência contra transvestigêneres e profissionais do sexo;

 

    • propor e calcular indicadores específicos;

 

  • promover estudos, pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, que levem em consideração o grau de parentesco, a dependência econômica e a cor ou etnia, concernentes às causas, às consequências e à frequência da violência doméstica e familiar contra transvestigêneres e profissionais do sexo; para a sistematização de dados, a serem unificados nacionalmente, e para a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas.

Dentro dessa liberdade e busca por conhecimento, convidamos à todes estudantes, artistas, pesquisadores, a compartilhar conosco suas pesquisas através do e-mail: [email protected]