Governo exonera diretora do departamento de HIV/AIDS do Ministério da Saúde

Governo Bolsonaro exonera diretora do departamento de HIV/AIDS do Ministério da Saúde

Médica sanitarista Adele Benzaken deixa o cargo; ministro Luiz Henrique Mandetta disse ser necessária a adoção de estratégias que não “ofendessem as famílias”

Adele Benzaken médica sanitarista, foi exonerada da direção do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das ISTs, do HIV e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. A decisão foi tomada, apesar de inúmeras manifestações pela permanência da médica no cargo. Além disso, ocorreu há apenas uma semana após a polêmica sobre a cartilha para homens trans. O substituto é o diretor adjunto Gerson Pereira, de acordo com informações de Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo.

Adele assumiu 2016 e, em sua gestão, o Brasil passou a adotar a profilaxia pré-exposição (PrEP), que prevê o uso de antirretrovirais não como tratamento do HIV, mas para prevenir a infecção. Com amplo apoio de organizações não governamentais, a permanência de Adele era considerada como uma garantia da manutenção de ações modernas de prevenção, de combate ao preconceito e de promoção dos direitos humanos.

O problema começou antes da posse do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele demonstrou irritação com as ações de prevenção e disse ser necessária a adoção de estratégias que não “ofendessem” as famílias.

Os indícios da saída de Adele aumentaram com a suspensão, no site do Ministério da Saúde, de uma cartilha voltada para homens trans, que havia sido lançada há seis meses pela pasta. A cartilha havia sido elogiada por médicos que trabalham na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.

O Ministério da Saúde atribuiu a mudança a uma renovação da equipe e informou que Adele foi convidada para continuar a contribuir para formulação de políticas para o setor. Adele assumiu a direção do departamento em 2016. Em sua gestão, o País começou a adotar a profilaxia pré-exposição (PrEP), que prevê o uso de antirretrovirais não como tratamento do HIV, mas para prevenir a infecção. Com amplo apoio de organizações não governamentais, a permanência de Adele era considerada como uma garantia da manutenção de ações modernas de prevenção, de combate ao preconceito e de promoção dos direitos humanos.

Os sinais de que a gestão de Adele estavam sob risco começaram ainda antes da posse do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Antes de assumir a pasta, Mandetta mostrou descontentamento com as ações de prevenção e disse ser necessária a adoção de estratégias que não “ofendessem” as famílias.


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